sexta-feira, 8 de abril de 2011

Manoel Gomes de Barros: “Quem manda nesta porcaria sou eu”.

Josivaldo Ramos não manda, pede. Ex-governador sentará no banco dos réus.

A decisão é do juiz Ygor Vieira de Figueiredo, que conduz a 3ª Vara Criminal da comarca de União dos Palmares; o magistrado negou a absolvição sumária do ex-governador e determinou que fosse marcada audiência de instrução e julgamento no processo que Manoel Gomes de Barros responde por posse e porte ilegal de arma de fogo.
Manoel Gomes de Barros, é o mais influente político do município de União dos Palmares, já exerceu o cargo de Prefeito Municipal, Deputado Estadual por duas legislatura, Secretário de Governo Estadual, Vice Governador do Estado de Alagoas e assumiu o cargo de Governador do Estado quando da derrocada do titular, Divaldo Suruagy.
Durante a Operação Taturana, desencadeada pela Polícia Federal, a sede da fazenda do ex-governador foi revistada por ordem judicial, em busca de documentos que comprometessem o filho do ex-governador, o deputado estadual Nelito Gomes de Barros, acusado de ser um dos operadores dos desvios de verbas da Assembleia Legislativa de Alagoas. Contudo os policiais que cumpriam a busca e apreensão se surpreenderam com o verdadeiro arsenal encontrado em poder do ex-governador.
Na fazenda do “todo poderoso” palmarino foram encontradas diversas armas, entre elas uma Submetralhadora Taurus Famae Ponto 40. O ex-governador foi preso em flagrante, sendo liberado posteriormente por força de um habeas corpus.
Passado o clamor popular, que nasceu durante a operação policial, e se valendo da influência que exerce em União dos Palmares, o homem que chegou a declarar que: “Quem manda nesta porcaria (Se referindo a União dos Palmares) sou eu”; já contava com a impunidade. O processo simplesmente parecia esquecido entre os milhares de processos que tramitam na 3ª Vara Criminal da Comarca de União dos Palmares, porém em abril de 2010, Josivaldo Ramos impetrou junto à Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas requerimento que pedia explicações sobre a paralisação injustificada do processo, o que desencadeou uma série de movimentos processuais, contudo de mero expediente. Foi na “gestão” do juiz Ygor Vieira de Figueiredo que o processo, digamos assim, “decolou”.
Dr. Ygor Vieira negou a absolvição sumária requerida pelo réu, Manoel Gomes de Barros, solicitou que a Polícia Federal do Brasil informe o paradeiro dos policiais que efetuaram a prisão do “todo poderoso” e, por fim, determinou que fosse marcada audiência de instrução e julgamento.
Agora é aguardar que as testemunhas, policiais que prenderam “Mano”, sejam localizados; que a audiência seja realizada; que a justiça seja feita. Sempre de olho no serviço e/ou desserviços de nosso judiciário.

Mensagem

“Este é mais um canal por onde ecoarei o grito contra a impunidade e contra os desmandos de agentes públicos, um espaço onde meus conterrâneos ganharão representação, vez e voz. Este é o meu compromisso”. Josivaldo Ramos